Ponto de Vista
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Vilões que marcaram a teledramaturgia

Por Flávio Cavalcante O que mais me impressiona na arte de escrever é o poder que o autor tem nas mãos para se deleitar na criação de uma personagem. Instigar a imaginação do seu público alvo é um desafio grandioso para aquele que é considerado o todo poderoso no processo de sua criação. Há quem […]

Vilões que marcaram a teledramaturgia

Por Flávio Cavalcante

O que mais me impressiona na arte de escrever é o poder que o autor tem nas mãos para se deleitar na criação de uma personagem. Instigar a imaginação do seu público alvo é um desafio grandioso para aquele que é considerado o todo poderoso no processo de sua criação. Há quem diga que escrever vilão não é uma tarefa fácil, mas para mim independe; pois, a gama de obras já escrita enxergo esse tipo de personagem como um leque aberto onde temos um manancial nas mãos para brincar de ser mau.

O que marca a boa teledramaturgia é a forma que o autor presenteia seus personagens para o telespectador; aliás, não é só o tevente que recebe o presente, como também o ator que interpreta as personagens que a eles são designados. Hoje por exemplo, recebemos um presente a altura com a reprise da novela “Sinhá Moça” no canal Viva. O elenco que imortalizou o folhetim nessa primeira montagem da novela, trás à tona todo um passado saudoso de uma boa teledramaturgia.

O saudoso monstro consagrado Rubens de Falco interpretando o escravocrata Barão de Araruna soube explorar cada minúcia de como se faz um vilão dando ao autor o nome merecido à sua obra tornando-a um clássico de todos os tempos.

Na atualidade, a vilã do momento está sob a responsabilidade da criação de Walcyr Carrasco. O texto bastante forte é um presente para qualquer ator e dessa vez quem foi contemplado foi a atriz Marieta Severo no folhetim “O outro lado do paraíso” vestindo a pele da personagem “Sophia”, onde o ponto forte é marcado pelo mau-caratismo com pontos forte na trama carregada de falas preconceituosas. O trabalho da atriz é comentado pelo alto escalão da crítica por diferenciar completamente da personagem Irene Souza Silva a “Dona Nenê” da segunda versão do seriado “A grande Família”, onde a própria Marieta Severo mostra os dois lados da moeda, saindo da dona de casa, amável pelo público para a megera odiada por este mesmo público a cada cena exibida na trama. Lembrando que a primeira versão, esta mesma personagem foi interpretada pela saudosa Eloísa Mafalda.

Depois de elogiar o autor, Marieta Severo admite que o preconceito racial em especial é um problema que lhe toca intimamente.

É difícil esquecer os grandes vilões que marcaram a teledramaturgia. Odete Roitman (Beatriz Segall) na novela Vale Tudo considerada a maior vilã da teledramaturgia de todos os tempos, exibida pela Rede Globo em 1988 e 1989, deixou como marca até nos tempos atuais a pergunta que não quer calar “Quem matou Odete Roitman?” na trama muito bem escrita por Gilberto Braga e Aguinaldo Silva.

A novela Avenida Brasil, escrita pelo mago da teledramaturgia João Emanuel Carneiro, a personagem Carminha vilã interpretada pela atriz Adriana Esteves, parou o Brasil, em várias cenas marcantes com a personalidade maléfica da personagem.

No meu ponto de vista é função do autor promover uma excelente criação em cima dos seus personagens. Na trama o vilão tem que instigar o ódio aos olhos telespectador, fazendo do folhetim um clássico e consequentemente uma avalanche de audiência, resultado principal em qualquer emissora que precisa se manter firme no mercado televisivo no próprio país e no mundo.

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Escrito por Redação MeDiz

There are 2 comments

  • Silvia S.Mendes disse:

    Perfeito amigo! Como não amar os vilões?! Eu particularmente adoro! Mandou bem em falar de alguns aqui Mas quero pedir passagem para lembrar de uma grande: Renata Sarah que deu vida a cruel Nazaré em Senhora do destino marcou demais Tb! Como muitas outras! Parabéns querido pela coluna,cada dia vc surpreende com a sua personalidade! Bjs Flávio e sucesso sempre!

  • Sonia Zagury disse:

    A função do vilão ou vilã é fazer com que o telespectador crie um ódio crescente por aquela personagem, e é aí que se percebe o talento do ator ou atriz em conseguir transmitir autenticidade no papel que lhe foi incumbido. Daí o sucesso crescente de um folhetim não podendo deixar de citar as grandes vilãs tais como Odete Roitman e Carminha que marcaram sua grande presença na teledramaturgia,

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