Ponto de Vista
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O útil e o agradável de Elizângela

Por Flávio Cavalcante O que se pode dizer é muita calma nessa hora. A cada dia fico mais surpreso com o enredo do roteiro de Glória Perez. A sensibilidade de criação do folhetim “A FORÇA DO QUERER” e a escolha perfeita do elenco, que faz da obra mais um clássico na teledramaturgia, deixa qualquer escritor […]

O útil e o agradável de Elizângela

Por Flávio Cavalcante
O que se pode dizer é muita calma nessa hora. A cada dia fico mais surpreso com o enredo do roteiro de Glória Perez. A sensibilidade de criação do folhetim “A FORÇA DO QUERER” e a escolha perfeita do elenco, que faz da obra mais um clássico na teledramaturgia, deixa qualquer escritor apaixonado com cada capítulo. De fato o telespectador estava precisando de um tema realmente aprazível e a Glória atendeu as lamúrias desse tevente que não estava aguentando mais ser bombardeado com tanta mesmice na televisão deste país. É notório que as novelas fazem parte do cotidiano do nosso povo; por isso que o nosso telespectador é exigente e detalhista com toda razão.

Um destaque especial para a veterana Elizangela Vergueiro, que faz um belo diferencial na personagem Aurora; veste a pele da mãe sofredora ao ver sua filha a inconsiderada “Bibi” no tráfico. Para ela, a sua personagem foi um presente da Glória Perez, que apesar de parecer uma personagem de perfil corriqueiro, tem um glamour e um enorme diferencial pela riqueza de mudanças, tipo de personagem de personalidade forte. Figura dramática própria para treinamentos de quem vive do campo da interpretação. A televisão é aparentemente fácil de fazer pelo fato de que quando se vai gravar uma cena, não existe meio termo, ou presta ou não presta, a cena é cortada e volta a fazer tudo novamente até ficar perfeita; bem diferente do teatro em que a própria cena corpo a corpo, não admite erros; por outro lado, existem criações de personagens que exige um ator com muito now how para atingir o resultado desejado no menor espaço de tempo. Afinal, tempo em televisão é ouro. A personagem Aurora segundo alguns telespectadores foi perfeita e a autora acertou na mosca quando convidou Elizangela; pois deu um boom na personagem dando prazer de assistir a cada capítulo apresentado.

Em entrevista, a atriz revelou que essa personagem veio num momento especial, depois da perda de sua genetriz o que causou um grande impacto no seu lado emocional.

O interessante quando me refiro a Elizangela, lembro-me perfeitamente dos meus doze aninhos, quando a conheci como cantora e por sinal com uma voz belíssima. Possuo ainda hoje o seu compacto simples, distribuído pela gravadora RCA, autografado por ela desde a época por volta 1978, seu disco tinha o título o seu nome e continham duas canções “Ele ou Você” e “Pertinho de Você” que explodiram no país e também no exterior. Na época vendeu mais de um milhão de exemplares e a canção que considero um clássico da música popular brasileira “Pertinho de você” ficou entre as mais tocadas por cinquenta e duas semanas e é recordista no Ecad. Foi surpreendida pelo prêmio como uma das melhores cantoras do país. Segundo alguns jornalistas a cantora sofreu muita pressão da indústria fonográfica e teve que decidir se continuava com a arte de cantar ou seguia a sua carreira de atriz e a segunda opção prevaleceu.

Fazendo um apanhado geral de sua carreira e de sua biografia, a estrela e cantora foi a caçulinha de três irmãs. Teve que enfrentar a vida logo cedo com apenas oito anos de idade para ajudar sua mãe que enfrentava dificuldades desde a separação do seu pai executivo. Sua mãe era manicure e doceira e mesmo ainda muito criança aprendeu a ser a guerreira que conhecemos até nos tempos atuais.

Completando um pouco mais de 50 anos de carreira, Elizangela fez parte do elenco de várias tramas na Rede Globo, mas a atriz não consegue esconder o carinho pela sua nova personagem e vem colhendo críticas positivamente maravilhosas e com isso o reconhecimento dos fãs.

“Estar lidando com extremos de sentimentos, vindo tudo junto, a perda da minha mãe e o boom da novela, é uma coisa que acalenta o coração. Recebo palavras doces, bonitas, que enchem o coração de carinho. Gosto muito do que faço, da minha profissão, só me dá mais gás de fazer meu trabalho.”

No meu ponto de vista, o que posso dizer desse folhetim que vem arrebentando em ibope a cada capítulo é estender um tapete vermelho para todos os envolvidos no produto. Que os outros autores sigam como exemplo que é possível sim, agradar o telespectador com um tema aprazível bem como nos tempos de outrora que agradava a massa sem ter o mínimo de conteúdo apelativo.

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Escrito por Redação MeDiz

There is 1 comment

  • REGINA APARECIDA SIMÕES disse:

    O escritor na sua coluna comenta sobre o boom da maravilhosa e talentosa atriz Elizangela com o seu papel na novela “A força do querer que está chamando a atenção dos noveleiros desse país.
    Mas eu quero comentar sobre o boom do escritor que sabe tudo de todos os artistas globais ou não. Ele nos revela assuntos e
    histórias que nunca saberíamos ou teríamos sobre os artistas é uma sumidade em nos colocar a par dos acontecimentos passados e atuais dos atores, cantores e personalidades televisivas ou de outro meio de comunicação.E é sempre um prazer e uma satisfação ler as suas colunas. Obrigada escritor Flávio Cavalcante.

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