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O filme da Minha Vida

Por Rogério Machado NOTA 9.0 Selton Mello é uma unanimidade. Seja como ator ou diretor, o cara é um dos nomes mais estáveis e bem sucedidos no Brasil quando falamos em cinema ou televisão. Não raras vezes, suas obras caem tanto no gosto popular, quanto da crítica especializada. Só este ano, que ainda nem terminou, […]

O filme da Minha Vida

Por Rogério Machado

NOTA 9.0
Selton Mello é uma unanimidade. Seja como ator ou diretor, o cara é um dos nomes mais estáveis e bem sucedidos no Brasil quando falamos em cinema ou televisão. Não raras vezes, suas obras caem tanto no gosto popular, quanto da crítica especializada. Só este ano, que ainda nem terminou, ele já deixou dois presentes nos cinemas brasileiros:  o primeiro em ‘Soundtrack’, lançado no mês passado, onde vive um artista do ramo da fotografia incompreendido e melancólico. Em sua mais nova incursão, (desta vez também a cargo do roteiro – este juntamente com Marcelo Vindicato) atuando e dirigindo, ‘O Filme da Minha Vida’, que chega essa semana aos cinemas, veremos um Selton muito diferente do filme anteriormente citado, mas apaixonantemente igual… como sempre aliás.
O filme que é baseado no livro ‘Um Pai de Cinema’, do chileno Antonio Skármeta, se passa em 1963 nas serras gaúchas, e nele seremos apresentados ao jovem Tony Terranova (o sempre ótimo Johnny Massaro), que volta para sua cidade depois de muitos anos fazendo faculdade na cidade grande. Chegando lá, ele fica sabendo que seu pai, Nicolas Terranova (Vincent Cassel), deixou a ele e sua mãe para voltar a viver na França.

Ele então começa a trabalhar como professor de francês no colégio da cidade, e estreitar os laços com Paco (Selton Mello), um antigo amigo da família. Buscando lidar com aquele abandono ao mesmo tempo em que inicia a vida adulta como professor , Tony se divide também entre as irmãs Luna (Bruna Linzmeyer) e Petra (Bia Arantes), que o atraem de maneiras diferentes e muito particulares.

‘O Filme da Minha Vida’ (que tem filme até no título) é na verdade uma doce e poética homenagem ao cinema. Não somente por ter aspectos técnicos muito acima da média, principalmente para um filme nacional – a produção de arte, a cenografia, os costumes de época e a fotografia são irremediavelmente lindos, isso sem falar da trilha sonora que vai de Sérgio Reis a Nina Simone, essa então, dá um acabamento luxuoso aos ângulos tão bem cuidados sob a tutela de Selton.

Amparado por um elenco que nem precisaria proferir uma palavra pra mostrar o sentimento necessário em cada tomada, o longa é crescente – é visível que na primeira parte, a história se mostra melancólica e cinza, porém mais adiante, caminhando a para segunda parte, vai ganhando novas cores até chegar a um desfecho solar, nuances que são acompanhadas pelo amadurecimento do personagem de Massaro na trama. Claro, que isso se deve também ao talento do jovem ator.

A figura paterna e a importância da presença de um pai na vida de Tony Terranova se mostra latente e é na verdade o fio condutor da trama, não resta dúvida, mas ‘O Filme da Minha Vida’ nos fala sobre a descoberta do amor, da inocência e a perda dela, é sobre se encontrar e conhecer o seu lugar no mundo.

Leve, divertido e impregnado de sonho, ‘O Filme da Minha Vida’ chega pra conquistar crítica e público, e que ainda faz elevar o cinema brasileiro à um novo patamar.

É isso… e no fim… bem, ‘o fim eu não posso contar’….
Super Vale Ver !

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Escrito por Redação MeDiz

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