Ponto de Vista
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O feitiço virou contra o feiticeiro

Por Flávio Cavalcante Parece mais um capítulo interminável de uma novela. Continua a saga da confusão envolvendo o mago da teledramaturgia Aguinaldo Silva. Depois de ter uma semana recheada de polêmica nas redes sociais por causa de um comentário indelicado à autora Glória Perez, que havia usado a sua idéia na trama líder de audiência […]

O feitiço virou contra o feiticeiro

Por Flávio Cavalcante
Parece mais um capítulo interminável de uma novela. Continua a saga da confusão envolvendo o mago da teledramaturgia Aguinaldo Silva. Depois de ter uma semana recheada de polêmica nas redes sociais por causa de um comentário indelicado à autora Glória Perez, que havia usado a sua idéia na trama líder de audiência no horário nobre da Rede Globo, agora, parece que o feitiço virou contra o feiticeiro.

O assunto que congestionou as redes sociais veio do escritor e editor Sílvio Cerceal, acusando o autor Aguinaldo Silva de ter se apropriado indebitamente do roteiro do seu novo folhetim “O Sétimo Guardião” já bastante comentado pelos corredores daquela casa, que espera um grandioso índice de audiência no horário nobre. Segundo alguns colunistas de alguns jornais de bastante expressão no mercado da televisão, essa história vai dar pano para as mangas e já está nos liames da justiça do país.

Há bochicho de que este assunto abalou veementemente a programação do folhetim e segundo comentário dentro da própria Rede Globo, a emissora está sob ameaça da justiça de que se houver veracidade na acusação, a novela tão esperada poderá ter sua exibição suspensa.

Eu vi alguns blogs comentando sobre o assunto, inclusive uma troca de ironias de ambas as partes; de um lado o escritor paulista disparou várias alfinetadas após um comentário do novelista bem típico de escólio que ele adora fazer em sua rede social “Carinhoso” tipo que soa uma pitada de ironia e deboche e com esta visão, teve uma réplica ousada e bastante ouriçada por parte do acusador.

“Roberto Carlos é o Rei da música brasileira; você é o rei da teledramaturgia brasileira e de tantos outros países, já que as suas novelas fazem sucesso fora também. Não deixe que as coisas ruins matem seus ideais ou mudem a generosidade do seu coração. No fim a verdade sempre prevalece. Conte sempre comigo” e a réplica soando como troca de insultos veio logo em seguida na publicação do mini-blog do novelista.

“Fiquei emocionando com estas palavras tão sinceras. Obrigado mais uma vez”.

Toda esta confusão foi gerada na aplicação do curso Master Class de Aguinaldo Silva, onde o Sílvio foi participante. Segundo informações, este curso deu origem à sinopse da nova novela “O sétimo Guardião”. A sinopse do folhetim foi idealizada em 2015 durante este curso. Todos os alunos contribuíram para a criação da obra, mas não quiseram entrar em atrito com o novelista, o que não foi este pensamento do escritor Sílvio, que criou coragem, arregaçou as mangas e saiu em busca dos seus direitos, abrindo aí, um leque de discussão ao ponto da própria emissora exigir que Agnaldo apresentasse documento que comprovasse e assegurasse a sua autoria na obra.

“É uma decisão minha. Meus outros vinte e cinco colegas, por motivos deles não quiseram brigar. Mas eu não aceito e vou brigar pelo que é meu” Disse o Sílvio em uma publicação.

Em uma coluna do “Notícias da Tv” o colunista Daniel Castro postou que a Rede Globo deu um prazo de cinco dias para o autor salvar a trama que já tem data prevista para estréia no primeiro semestre de 2018, caso contrário, poderá perder para o folhetim “De volta pra Casa” de Jõao Emanuel Carneiro, que está na fila e assumirá o horário nobre.

Segundo a assessoria de Aguinaldo Silva, a novela não foi criada exclusivamente na Master Class. Aguinaldo dá um curso e um tema, ele explica qual é a história e os alunos desenvolvem e segundo a assessoria, Aguinaldo revelou que os alunos não têm experiência nenhuma e estão ali para aprender e que nem tudo que se escreve no argumento é de fato o que vai sair no roteiro. Sofre muita alteração. A idéia do exercício é totalmente diferente do que é apresentado depois e ainda completou dizendo que o novelista tem no currículo novelas de peso como “Império” (2014), “Senhora do destino” (2004) e “Tieta” (1989).

No novo folhetim, nomes como Marina Ruy Barbosa, Cauã Reymond e Lilia Cabral já estão confirmados no elenco.

Não é a primeira vez que a emissora passa por estes constrangimentos de posse de estórias alheias. Lembro-me com nitidez na novela “A Padroeira” eu estava presente nas gravações e num determinado momento houve um corre-corre dentro da emissora quando um autor desconhecido apareceu que com uma liminar da justiça para parar as gravações da novela que já estava no ar há algum tempo. Este fato ficou isolado; pois, o autor em exercício no momento teve que levar a história para outro rumo sobre pressão judicial.

Eu mesmo, em um comentário que fiz sobre a mesmice de autores que a Globo vem apresentando em cada folhetim e que deveria dar oportunidade para novos talentos, o próprio Aguinaldo Silva deixou um em tempo em meu comentário com a mesma proporção de ironia deixando claro que não ficou satisfeito com o meu comentário e publicou sobre a minha obra. “QUEREEEEDOO… Portal da Eternidade não é título de novela” e na ocasião ele estava com a novela Fina Estampa no ar. Um jornalista replicou e perguntou para ele se “Fina Estampa” tinha cara de título de novela. Fiquei afastado dos comentários, que ficou apenas por aí.

No meu ponto de vista, essas emissoras têm que fazer uma seleção de obras com documentos da autoria exclusiva do autor da casa; sendo assim, evita o desrespeito com os novos talentos que estão nas agruras da vida buscando uma oportunidade para mostrar seu talento sem ter que além de tudo, passar por constrangimento e a dor de saber que foi nocauteado por um autor metido a malandro, só porque carrega um título famoso nos ombros e se acha no direito de meter a mão em obra alheia, pensando ele que a justiça vai fechar os olhos como acontece em alguns setores deste Brasil varonil.

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Escrito por Redação MeDiz

There is 1 comment

  • REGINA Aparecida Simões disse:

    Mais uma vez o escritor comenta sobre o autor de novelas Aguinaldo Silva como diz o título da coluna ele está tendo que provar que a sua novela que estréia no primeiro semestre não foi baseada na do autor Silvio Cerceal, ele acusa Agnaldo de apropriar-se do seu roteiro da novela “O Sétimo Guardião “.Além acusações de ambas partes, um negando e outro confirmando suas suspeitas eles trocam palavras metafóricas segundo autor.
    Com tudo isso há um clima de mal-estar entre os integrantes da Globo que elaboram todo o esquema de uma novela escreve o escritor Flávio.
    Eu gostaria de dar minha opinião nesse momento.Sinceramente são pessoas mimadas, cheias de orgulho se achando pessoas além das normais e que são os maiorais.Um ambiente falso cada um querendo acabar com o outro, levar vantagem em tudo para ter os benefícios que a fama proporciona.Eu há muito tempo que não assisto uma novela,não gosto de tramóias e artimanhas q elas apresentam.

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