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Fernanda Torres faz comparação de sua pesonagem com a atual situação do país

No lançamento de Filhos da Pátria, série que já está disponí­vel no GloboPlay e estreia dia 19 de setembro na Globo, a questão levantada por todo o elenco foi a atual situação polí­tica do Brasil. A atração vai mostrar de uma forma divertida a vida no Brasil a partir da Independência do paí­s de Portugal. […]

Fernanda Torres faz comparação de sua pesonagem com a atual situação do país

No lançamento de Filhos da Pátria, série que já está disponí­vel no GloboPlay e estreia dia 19 de setembro na Globo, a questão levantada por todo o elenco foi a atual situação polí­tica do Brasil. A atração vai mostrar de uma forma divertida a vida no Brasil a partir da Independência do paí­s de Portugal. Na trama, Fernanda Torres será Maria Tereza, mulher de Geraldo (Alexandre Nero), um ingênuo português que trabalha no Paço Imperial e acaba se corrompendo ao longo da série. Em entrevista coletiva, a atriz comparou sua personagem com a atual situação polí­tica no Brasil.

 

A Maria Tereza adora dinheiro, não é? Ela vai questionar quando começar a entrar dinheiro em casa?

Ela não se atêm muito ao que estaria de errado. O que interessa é que o dinheiro está entrando.

 

É um filme que a gente viu recentemente na vida real, onde você encaixa essa mulher?

Eu acho que a gente tem no Brasil casos de corrupção em que o casal era meio uma sociedade que agia na corrupção, você tem outras situações em que a mulher era recatada, do lar e que usufrui (dessa corrupção). A Maria Tereza é uma mulher que não trabalha, ela acha trabalho um palavrão. Ela acha que a única maneira de ascender socialmente é você entrar para a corte. Então ela não é bem uma sócia do marido no malfeito. Mas ela não tem nenhum problema daquilo vindo do malfeito. Pelo contrário, ela acha que aquilo é sinônimo de virilidade do marido, o fato dele ter coragem de roubar.

Ela seria uma Claudia Cruz, alguém desse tipo?

Aquela declaração da Claudia Cruz dizendo que ela era uma mulher do lar, que ela não tinha a menor ideia, que ela jamais perguntou da onde vinha a origem do dinheiro marido, eu olhei falei assim: “Meu Deus, Maria Tereza”. (risos)  E essa questão do gasto, a aula de tênis com treinado do campeão de tênis, o jantar no restaurante mais caro, essa questão do gasto ser dessa maneira tão ‘novo rico’. Isso é muito Maria Tereza, ela é uma nova rica. Ela compra carruagem, ela compra faisão de prata, ela compra coisas que ela não precisa, mas só pelo prazer do gastar.

 

O marido dela era honesto e acaba se corrompendo, como você vê essa questão?

 

Isso eu adoro da série. É o sistema que vai corrompendo ele, então ele não é isso. Só que ao longo da série, ele esquece que ele não era isso. Adoro o personagem do (Alexandre) Nero, porque é um cara que sofre muito até queimar aquela carta, até pegar aquele dinheiro. Ele tem consciência daquilo, mas a partir de uma hora, ele esquece. Por que? Porque ele passa a ser respeitado na casa dele. Uma outra questão interessante, a gente é um pa´s­s patriarcal, paternalista, então a figura do homem na casa é de provedor. Você vê a Claudia (Cruz) como ela fala, o grande corrupto é o grande provedor para a sua famí­lia. Então o Geraldo passa a ser respeitado em casa, a mulher dele passa a amá-lo, embora ele esteja se corrompendo e se perdendo.

 

 

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Escrito por Redação MeDiz

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